Vou assumir pra todos os queridos leitores que amo filmes de terror, e sempre que tenho a chance de comentar filmes desse gênero, é sempre gratificante, mesmo que a experiência não tenha sido boa.

Temos aqui Sobrenatural: A Ultima Chave, o quarto filme da franquia, que começou despretensiosamente em 2010 com o custo de R$2 milhões e faturamento beirando os R$95 milhões. Óbvio que isso aconteceu também com o 2º e 3º episódio – baixo custo de produção e milhões em caixa -, mas caros amigos, aí é que mora o grande perigo (não para os produtores e sim para os espectadores). Nesse quarto episódio, temos uma historia fechada de Elise (Lin Shaye) e sua trupe de panacas, que é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México, localizada justamente na casa em que ela passou a infância.

Na verdade para os mais desavisados, você ate que compra todo o 1º ato, onde conhecemos a infância de Elise e seus primeiros contatos com o sobrenatural. O diretor também tem um papel importante, imprimindo um ritmo bem lento, onde a ausência de som deixa o clima de suspense e susto sempre iminente no ar. E o clima dos anos 50 ajuda e impactar essa atmosfera sinistra.

Mas a medida que o filme passa para os dias atuais, o “leite azeda” de vez, e na verdade era meio óbvio que isso iria acontecer, já que a inserções de personagens sem muito sentido pra trama fazem com que tudo de legal que foi apresentado no inicio, vá para o ralo.

Junte isso à um roteiro confuso, onde ele tenta de varias formas inserir explicações para toda trama – mas que na verdade tem a grata função de deixar a cabeça do espectador mais confusa -, uma serie de incontáveis jump scares e clichês que deixam os episódios do nosso saudoso ‘’Chaves’’ como uma obra prima.

Sobrenatural: A Última Chave é mais um filme com o carimbo de caça-níquel, não aconselhável para o publico acostumado com produções como “A Bruxa”, ‘’Corrente do Mal’’ dentre outras.

Casos ainda se interessem, depois não venham reclamar aqui!!!!!

Marcelo Perelo

btn_donateCC_LG

Anúncios