A importância de se economizar água, de respeitar o habitat de cada animal, os motivos pelas quais devemos economizar papel, as consequências de nossa interferência na natureza, são tantas lições aprendidas pelas crianças em alguns minutos na companhia de Peixonauta e sua turma, que parece redundância ressaltar a sua importância.

A valorização de conteúdo educativo para o público infantil, principalmente, inferior a 7 anos é extremamente comum atualmente e o desenho, criado por Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, é além de cativante, extremamente relevante, levantando questões ambientais tão importantes para a formação dessa geração.

Os personagens que tem origem na série, que é a primeira de animação com concepção artística e autoria brasileira, produzida inteiramente no Brasil, são um sucesso entre o público infantil. Os designs coloridos e alegres dos cenários e dos personagens, as músicas cativantes e as questões que fizeram, do peixinho em roupa de astronauta, que voa do seu lago para o nosso mundo para resolver mistérios, um sucesso estão todas presentes nesse novo episódio, agora nas telas do cinema.

O Doutor Jardim vai a cidade buscar os meninos Pedro e Juca que estão em um passeio da escola em um museu e o que parecia ser um dia normal fica muito estranho quando ele simplesmente não volta para casa, deixando marina e seus amigos muito preocupados. Isso faz com que eles peguem suas coisas e corram para a cidade em busca de respostas.

Peixonauta, Marina e Zico, junto com tantos amigos, vivem mais uma aventura. Só que bem diferente do controlado mundinho do parque, dessa vez eles ganham a cidade. Essa nova produção expande o universo do detetive, não só na ida até a cidade, mas na sua vida embaixo d’água, levando o expectador um pouco mais para dentro do seu mundinho, com amigos, para além da Agente Rosa, a peixinha, braço direito do nosso protagonista.

O filme nos apresenta com um pouco mais detalhes o quartel general da O.S.T.R.A, organização protetora do meio ambiente onde trabalha nosso herói, apresentando, inclusive, novos personagens, ainda que rapidamente.

Diferentemente dos episódios a que estamos acostumados no desenho o dilema do filme é muito mais lúdico, envolvendo foguetes e transformações científicas, aprendizados menos práticos do que aqueles que acompanham as aventuras do nosso herói estão acostumados, mas as questões ambientais estão lá, ainda que menos em evidência, como na contaminação que se dá através da àgua ou no produto químico que deveria servir para tratar o lixo. A novidade é uma trama muito mais científica, em que vemos por fim o peixe como um astronauta.

Peixonauta, o filme, contém todos os elementos que fizeram com que a série fosse um sucesso, com muita cor e músicas cativantes, desafios divertidos e personagens amigáveis. A única questão talvez seja o fato de que o filme é direcionado a um público bem novinho, provavelmente, com menos de 8 anos, podendo ser considerado um pouco infantil demais para os que são um pouco maiores. Mas, fora isso, é uma excelente opção de férias com os pequeninos.

Patricia Costa

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