Retratar personagens famosos em nossa história mundial não é novidade no cinema. Esse recorte é de extrema importância para contextualizarmos as situações e nos ambientar a cerca do mundo que constantemente vem se transformando e se moldando.

O Destino de Uma Nação narra a saga de Winston Churchill, interpretado pelo maravilhoso Gary Oldman, durante um momento complicado vivido pela Inglaterra, quando os alemães avançavam pela França e Bélgica durante a Segunda Guerra Mundial. Com a incerteza do que poderá acontecer e o medo de uma possível invasão, Churchill precisa tomar decisões rápidas para lidar com a situação e salvar o destino de sua nação.

Esse é um belo exemplo de filme onde o personagem é muito maior que o filme e, obviamente, todos os que os cercam. Gary Oldman (Drácula de Bran Stoker, O Profissional), faz uma caracterização absolutamente incrível, pegando desde a forma de andar, seu olhar ora focado e incisivo, ora disperso, além de toda identidade corporal que lhe era peculiar. O trabalho de maquiagem também é um destaque a ser apontado com muita propriedade.

Porem, como disse anteriormente, por ser um filme de personagem, tudo que esta em sua volta fica em 2º plano. O diretor adota uma câmera que constantemente esta em função de Oldman. Isso deixa uma gama de personagens importantes como, por exemplo, sua esposa Clemmie, interpretada pela Kristin Scott Thomas (O Paciente Inglês) e a datilógrafa, Elizabeth Layton (Lily James de Em Ritmo de Fuga) de lado, sendo ambas pouco exploradas pela trama.

Isso não necessariamente torna o filme ruim, muito pelo contrário, toda reconstrução de cena, os figurinos, a direção de arte tem um poder muito importante em transportar o espectador para aquela época. Toda tensão das horas abordadas são extremamente pontuadas, por uma trilha que faz com que nos reviremos na cadeira.

O Destino de uma Nação é um filme extremamente importante e poderoso, dado seu teor histórico, talvez se seu roteiro fosse mais abrangente poderíamos estar diante de uma obra fantástica. E vou além, talvez se o nome do filme fosse o Destino do Mundo, teríamos a noção do que realmente representou Winston Churchill.

Marcelo Perelo

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