Mais uma vez estamos aqui diante de algumas perguntas que perduram há anos. Porque é tão difícil transpor em game para as telonas, e será finalmente que essa incrível maldição foi quebrada com Tomb Raider – A Origem? Tudo isso e muito mais será respondido agora.

Caro amigo leitor, antes de qualquer coisa, é importante contextualizar para as pessoas que passaram mais de 20 anos em Marte, a importância dessa franquia chamada Tomb Raider e sua personagem Lara Croft, que sem duvida nenhuma é a heroína mais importante do mundo dos games. Essa franquia se iniciou em 1996 e ate os dias de hoje, conta com mais de 20 jogos, para praticamente todas as plataformas jogáveis que existem, totalizando mais de 90 milhões de jogos vendidos. Deu pra notar que não estamos lidando com qualquer coisa. E mais, sabemos que quando falamos de um filme baseado nesse universo gamer, as coisas ficam cada vez mais complicadas, porque se o filme for completamente fiel ao jogo, às características e narrativas cinematográficas ficaram prejudicadas, e se o filme for à contrapartida do jogo, os milhões de fãs vão criticar. Deu pra notar a dificuldade desses universos de ligarem?

Tomb Raider já teve sua tentativa de um lugar ao sol nas adaptações de games com 02 filmes em 2001 e 2003 onde traziam Angelina Jolie como protagonista, e que são muito ruins, não trazendo nada (absolutamente nada) de interessante – a não serem peitos.

Eis que em 2018 uma nova redenção da franquia se estabelece e com a alcunha de tentar sanar os fiascos de adaptações mais recentes como Assassins Creed e Warcraft. Tomb Raider – A Origem se baseia no reboot da franquia de jogos que em 2013, trouxe uma Lara Croft mais jovem, com seus 21 anos e mais crível, mais pé no chão, onde ela se machuca, grita de dor, mas que continua sendo nossa heroína, destemida, habilidosa e extremamente forte.

E assumo para vocês, como foi bom ver que praticamente as grandes cenas e sequências do jogo de 2013 estão lá, de forma linda e muito bem feita. Toda fotografia foi pensada e adaptada para parecer uma ‘’cut scene’’. Você realmente se sente jogando em uma tela de cinema. Nossa nova Lara se estabelece perfeita pela atriz Alicia Vikander, colocando Angelina Jolie no limbo para ser esquecida. Toda concepção corporal, todos os grandes movimentos da personagem estão lá, nota-se nitidamente a mão da produtora Square/Enix, em toda concepção fílmica para que esses dois universos se pertençam.

O primeiro ato é muito bom, dando para o espectador que não conhece os jogos, todas as características da personagem, sua origem, a ligação forte com seu pai e isso e desenrola de uma forma muito correta também em seu segundo ato, onde as motivações são estabelecidas e ai sim, você vivenciara o jogo em diversos momentos. Muito importante citar o poder que a trilha sonora tem. Ela acompanha de forma genial o andamento e a importância de dada cena.

Todas essas afirmações positivas dão uma queda na parte final, onde o roteiro, um pouco apressado e com algumas conveniências forçadas, fazem com que o gran finale seja prejudicado, assim como seu vilão um tanto quanto simplório.

Respondendo a pergunta lá no inicio, Tomb Raider – A Origem é sim a melhor adaptação de um game para as telonas, conseguiu estabelecer um novo universo para a franquia e talvez um novo conceito para o que vira por aí.

Marcelo Perelo

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