Game Night, de John Francis Daley e Jonathan Goldstein
Com Jason Bateman, Kyle Chandler, Rachel McAdams e Michael C. Hall

Algumas pessoas acreditam que os opostos se atraem, mas as vezes é aquela sintonia perfeita, que traz à tona o que há de melhor em nós, tanto que, alguns casais parecem ter sido feitos um para o outro.

Assim são Max e Annie, feitos um para o outro. O casal que se apaixonou, a princípio, por ambos serem extremamente competitivos, mas logo se percebe que há uma conexão e companheirismo entre eles que parece genuína. Eles possuem o hábito de receber um grupo de amigos para noites de jogos em sua casa, até que, Brooks, irmão de Max, um empresário exibido e cheio de dinheiro, vivido por Kyle Chandler, acaba de se mudar de volta pra cidade e pede para receber o evento em sua nova casa.

A relação entre os irmãos é supercompetitiva e Brooks decide mudar as regras do jogo, dando aos amigos uma noite que eles nunca vão esquecer. Ele contrata uma empresa que realiza uma espécie de encenação, em que um dos convidados é sequestrado e quem conseguisse desvendar o mistério, levaria um prêmio. Só que a noite toma rumos em que ficção e realidade se misturam e os jogadores são lançados em uma perigosa corrida com riscos muito mais reais do que imaginavam.

A sintonia entre Rachel Mc Addams e Paul Bateman, cuja afinidade se reflete na tela, vai além dos personagens, não só deixando a história mais verossímil e agradável, mas elevando a comicidade deles. A escalação do elenco é um ponto chave no filme, já que os atores estão excelentes e a dinâmica entre eles é ótima. Cada personagem é bem desenvolvido em suas particularidades fazendo com que o humor pareça bastante orgânico e funcione muito bem, com destaque para o casal de namorados desde a infância vivido por Lamorne Morris e Kylie Bunbury e Jesse Plemons que está simplesmente impagável como o vizinho policial sinistro que costumava fazer parte do grupo até ele e a esposa se separarem, mas que é doido para voltar a participar dos encontros.

É muito comum, no cinema, termos filmes em que comediantes são, praticamente, jogados na tela e se viram em improvisos resultando em filmes fracos e, por fim, até mesmo pouco engraçados, talvez, por isso boas comédias sejam tão difíceis de encontrar. Não basta, simplesmente, a pessoa ser engraçada, a comédia precisa de mais, precisa de um boa estrutura e bons recursos narrativos que possibilitem aos atores usar elementos cômicos da melhor maneira. A Noite do Jogo, se diferencia por possuir um bom roteiro, de Mark Perez, bem estruturado e engraçado o suficiente para se combinar às habilidades cômicas de um elenco bem escalado e com ótima troca de energias entre si, explorando de forma divertida a dinâmica entre diferentes casais.

Mesmo se tratando de situações muitas vezes absurdas o filme é cativante e com boas cenas de ação e bom ritmo o filme é uma experiência extremamente agradável. E a direção de John Francis Daley e Jonathan Goldstein não é nenhum destaque, mas possui alguns momentos inspirados, entregando um filme divertido e cativante em sua maior parte por conta do elenco, que é excelente companhia ao longo dessa comédia de absurdos com algumas reviravoltas e risadas garantidas.

Patricia Costa

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