Jurassic World: Fallen Kingdom, de Juan Antonio Bayona

Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall, james Cromwell, Toby Jones, Ted Levine, Geraldine Chaplin e Jeff Goldblum.

Vou ser sincero com vocês, gosto muito quando tenho a oportunidade de comentar essa franquia. Na verdade, isso começou bem cedo, em 1993, quando tive a oportunidade ver no cinema Jurassic Park e como foi maravilhoso ter vivido essa experiência no cinema.

Mas enfim, muitos filmes se passaram e estamos aqui para comentar esse que pode ser o novo fôlego para essa renovada franquia, estamos falando de Jurassic World: Reino Ameaçado.

15 anos após o lançamento do primeiro filme, um marco do cinema de entretenimento e dirigido por Steven Spielberg, muita coisa aconteceu, e a franquia sempre foi muito irregular. Na verdade, não acho fácil lidar com seres tão fantásticos. Porém, eis que, em 2015 um sopro de renovação chegou com Jurassic World, filme do qual particularmente gosto muito, pelo simples fato de poder ver o tão falado parque aberto e em funcionamento, isso foi maravilhoso. Trouxe o novo queridinho do cinema Chris Pratt e uma avalanche de dinheiro passando da casa dos 1,600 bilhões de dólares.

Óbvio que sua continuação era questão de tempo e já de largada gostei muito da escolha do diretor espanhol Juan Antonio Bayona, um fantástico diretor, que tem em sua filmografia ótimos momentos como O Orfanato, O Impossível e 7 Minutos Antes da Meia-Noite.

Um dos grandes problemas dessa franquia reside em ter a necessidade de ir para a ilha, voltar para a ilha. Reparem que em todos os filmes isso foi um dos plots usados e aqui não é diferente. Porém, com questionamentos muito pertinentes e muito bons de serem analisados (não esqueçam que estamos falando de um filme onde os principais personagens não existem, ok?) na seguinte questão, o que fazer com os animais que ainda estão vivos na ilha, já que um eminente vulcão está para entrar em erupção.

Já brincamos de Deus uma vez, na recriação desses seres, e agora o que fazer? Salva-los ou deixar a natureza retomar o seu curso, correto?

Baseado nesse plot, o filme se desenrola de uma forma bem orgânica, desenvolvida e, logo nesse 1º ato, conseguimos ver a pegada do diretor, nos apresentando cenas de cortar o coração e muito emocionantes.R

Reparem onde Bayona quer chegar, e perceberão que nesse caso o 1º ato é fundamental para exorcizarmos o conceito de ter que ir e voltar para a ilha. O diretor nos apresenta um novo filme a partir daí e nesse momento, ele está no lugar que mais se sente bem, o suspense/terror fantástico. Claro que algumas questões ainda permeiam na franquia, como sempre, ter o novo ‘’Dino’’ para apresentar, coisa que acho difícil ser sepultada, já que todo escopo se deu assim.

Mas é impossível não se deslumbrar com seus incríveis enquadramentos, a composição da sombra (reparem nisso). E é muito importante, além de uma grata referência à cena clássica de Nosferatu, tudo isso amparado de forma magistral pela trilha do Michael Giacchino.

A dupla que deu certo no filme anterior Chris Pratt e Bryce Dallas Howard está de volta com os mesmos questionamentos. Nisso não vi uma evolução nos personagens, o que deixa o arco do casal mais do mesmo.

Jurassic World Reino Ameaçado não é perfeito, longe disso. A franquia ainda carece de bons vilões (um tanto caricatos), mas o grande avanço e bato palmas para o diretor, foi ter a coragem de ser o que o Mundo Perdido de 1997 não foi, e com certeza, a margem e o caminho pavimentado para um novo rumo, o que traz muitas esperanças para o próximo filme e para nossos amados dinos.

Marcelo Perelo

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