Hotel Transyvania 3: Summer Vacaction, de Genndy Tartakovsky
Com  Adam SandlerAndy SambergSelena Gomez
Dubladores: Alexandre Moreno, Mckeidy Lisita, Fernanda Barone

Monstros fascinantes, com características singulares, poderes mágicos, famílias e amigos, vivendo situações cotidianas como criar os filhos, tirar férias se apaixonar. A premissa da série de filmes Hotel Transilvania é superatrativa, já que esse universo desperta muito interesse, não só nas crianças, mas nos adultos também. Em Férias monstruosas a proposta não é diferente dos dois primeiros filmes, mais uma vez explorando esses seres adoráveis ressaltando a grande mensagem que “Monstros e pessoas, no fim das contas, não são tão diferentes assim”.

Drácula se sente triste e solitário, vendo todos em volta vivendo felizes com seus respectivos amores, mas a filha, Mavis, acredita que ele esteja cansado, já que ser responsável pelo descanso dos outros não é fácil. Tentando dar um descanso para o pai, ela planeja umas férias que incluem toda a turma de monstros, fugindo um pouco do clima soturno do hotel, eles embarcam em um cruzeiro tropical, com diversas referências divertidas, sempre vidas à luz do luar, onde aproveitam as calorosas noites veranescas em passeios por assustadores pontos turísticos monstruosos, como um vulcão subterrâneo e a cidade perdida de Atlântida.

Já nos primeiros minutos de cruzeiro, o filme levanta uma questão interessante enquanto dá ao vampiro a chance de encontrar o amor e reconstruir sua vida. Ele encontra um novo “Tchan”. Mesmo acreditando que cada pessoa só encontrava o Tchan uma vez, o vampirão descobre que nem sempre as coisas que acreditamos ser verdade absoluta, são e que é sempre bom manter a mente aberta para as coisas que a vida tem a oferecer.

Um desenho nos bons e velhos moldes dos desenhos animados, característicos do diretor Genndy Tartakovsky (Samurai Jack e O laboratório de Dexter, as meninas super poderosass), em que se destacam os excelentes designs dos personagens, cores vibrantes e muito movimento. Apesar da história ter poucas surpresas e qualquer um ser capaz de desvendar o desfecho, o filme é leve e bastante divertido.

Como é costume no cinema de animação atual o filme contém uma série de piadas que contemplam exclusivamente o público adulto, como uma cena dos lobos deixando os filhos na área infantil e se vendo “livres”, que arrancou gargalhadas dos pais presentes, deixando claro que o segredo do sucesso é conversar diretamente com o público-alvo.  Assistir ao filme em um cinema lotado de famílias e crianças fez a diferença para entender o quanto o filme, no final das contas, acerta mais do que erra, com o público para o qual foi feito. A conexão é inquestionável. Eles responderam às piadas, rindo, praticamente do início ao fim, e reagiram aos diferentes momentos com divertidos “Aaahs” e “Owns”e cantando na inusitada cena musical.

O filme é simples na sua estrutura, com uma narrativa previsível, que não vai marcar a vida de ninguém, apesar da boa mensagem de tolerância que contém, inclusive, com uma atualização “Você precisa ser maior que os Haters”, que parece uma menção à onda conservadora que toma conta do mundo com discursos de ódio, mais do que ultrapassados. O filme consegue arrancar boas risadas e é dinâmico e cativante, com um bom ritmo. Com certeza um pouco mais de uma hora e meia de diversão leve para toda a família.

Anúncios