The Meg, de Jon Turteltaub

Com Jason Statham, Bingbing Fan, Ruby Rose, Rainn Wilson, Jessica McNamee e Ólafur Darri Ólafsson.

Caros amigos leitores, antes de começarmos essa resenha, se faz necessário uma pergunta básica: o que vocês esperam de um filme onde o protagonista é Jason Statham e seu algoz é um tubarão pré-histórico de 30 metros?

Reflitam porque a partir de agora a “galhofa” é liberada e devidamente avisada.

Megatubarão, mais uma investida desse “novo” formato de blockbuster, onde seus produtores não visam o mercado americano, e sim mundo a fora, mais especificamente o chinês, acho importante para o leitor entender essa formula de Box Office. Hoje em dia a China detém mais da metade das arrecadações das grandes produções americanas. Co- produzindo, lançando atores e buscando cada vez mais a identificação do publico chinês nos filmes arrasa quarteirões.

Mas vamos ao que interessa! Megatubarão nos apresenta um prólogo bem nos moldes do gênero onde Jason Statham, um mergulhador de resgate em águas profundas, perde parte de sua equipe em um ataque da temida criatura. Anos se passam e uma estação de pesquisa, descobre uma fenda na parte mais profunda do oceano pacifico, e mais uma vez uma equipe fica presa no fundo do oceano. Cabe novamente a Statham voltar ao trabalho e encarar novamente seu pior pesadelo (o tom dramático é proposital… kkk).

Apesar do roteiro absurdo, o argumento no seu primeiro ato é bem interessante quase que levamos a serio. Bem dirigido, mostrando todo o lado cientifico da coisa, explicando como uma criatura de bilhões de anos pode estar viva, efeitos visuais bem aceitáveis, nos apresentando um mundo marinho desconhecido por nós, dado aquela profundidade nunca antes vislumbrada.

Obvio que o filme deixa claro para o espectador aonde que chegar e nos apresenta todos os clichês básicos de uma equipe, tanto de resgate quanto de cientistas. Tem de tudo: o nerd, o negro engraçado, o milionário excêntrico, uma penca de chinês só pra constar no orçamento, enfim. E Jason Statham no modo que estamos acostumados a ver, nada de novo.

Nessa pluralidade de gêneros e cores, o filme vai ganhando força em cenas de ação ate bem construídas tanto na mis an cene quando na sua concepção visual, como falei anteriormente, o roteiro segura as pontas, dada ao absurdo da historia.

Estão percebendo que ate o fim do segundo ato o filme funciona bem em quase tudo (uma grande surpresa na verdade) mas sabe quando você já espera o abraço da “galhofa”, ate pelo ator principal e em que essa produção se destina. Se preparem, porque o desfecho no seu terceiro ato em vários momentos dá vergonha alheia do nosso querido megalodon. Uma pena o que fazem ele passar!

E mais, passaremos a conhecer os estereótipos clássicos em versões asiáticas, aceito comentários da cena da praia lotada de chineses.

Megalodon surpreende em boa parte do filme, porem quando você percebe que tudo aquilo de legal que vimos nos levaria a esse desrespeito com uma criatura mítica em seu desfecho, teria ido ao cinema com meu pijama do Deadpool… e ido pra galera.

Marcelo Perelo

btn_donateCC_LG

Anúncios