Slender Man, de Sylvain White

Com Joey King, Julia Goldaine Telles, Jaz Sinclair, Annalise Basso.

Quem me conhece e segue minhas resenhas, sabe que antes de falar do filme, eu faço um comentário para o leitor ficar mais a vontade e entender onde quero chegar. Porem, no caso de hoje, vejo uma necessidade de tentar ao máximo fazer que você, caro leitor, não saia de casa para ver esse belo exemplar de bosta.

Baseado em uma lenda um tanto ridícula, Slender Man: Pesadelo sem Rosto – que também foi adaptado para os games de forma bem mais assustadora – conta a historia de quatro amigas que vivem uma vida bem entediante no colégio. Em uma prova de coragem, decidem invocar um mostro chamado Slender através de um vídeo na internet (nossa, que original kkk). A brincadeira inofensiva se torna realidade depois que uma das amigas desaparece e as outras passam a ter pesadelos com o tal homem sem rosto.

Você, caro leitor, já viu que originalidade passa longe e o pior; o filme ate que começa bem, mostrando o cotidiano da cidade e das amigas em questão. Muito bem filmado, com movimentos de câmeras arrojados e uma fotografia envolvente com o clima acinzentado do local. Porem isso dura uns 20 minutos, porque à medida que vamos entrando na trama da lenda e o filme vai te mostrando aonde ele quer ir, chega a ser irritante e bizarro a forma que o diretor Sylvain White usa para dar tensão ao filme, recorrendo a inúmeros clichês de jump scares e efeitos sonoros que não fazem sentido. Como, por exemplo, uma simples abertura de porta é motivo para subir estrondosamente a trilha e tentar nos assustar.

O roteiro não ajuda nem para tentar salvar a pele do nosso ‘’querido’’ diretor. As motivações das meninas assoladas pelo Slender são risíveis e mais, não tem explicação a falta de interação e preocupação dos adultos. Elas parecem que vivem todas sozinhas e não tem o mínimo amparo (ah e antes que falem “IT também era assim”, eu respondo: Sim,  mas naquele filme tinha explicação para tal)

As atuações também são muito fracas em geral. Principalmente as meninas. Não passam nenhuma credibilidade para a trama, onde o espectador não se importa nem um pouco com o que pode acontecer com elas. O roteiro e tão amador que ele tenta de forma lamentável dar um twist no inicio do terceiro ato e mostrar um protagonismo dividido entre 2 meninas, mas que nada interfere na trama, e só nos deixa mais irritado.

Tudo isso de ruim cairia por terra se nosso protagonista principal fosse assustador, se sua forma fosse ameaçadora, mas convenhamos, um ‘’pirulito’’ de 3 metros que usa gravata com braços de galhos e uma meia de executivo suado, só nos remete a uma coisa: rir.

Com um final risível e óbvio, Slender Man é uma produção que carece de princípios básicos de um bom filme. Tem um roteiro ruim, péssimas atuações e uma direção descompromissada. Se quiserem uma experiência melhor para nosso ‘’pirulito’’, joguem Slender: The Arrival.

Marcelo Perelo

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