patreon_mensagem-600x265

Venom, de Ruben Fleischer

Com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed, Jenny Slate e Woody Harrelson.

Eu gostaria muito de dividir uma questão com vocês, caros leitores. Na verdade é uma pergunta; porque profissionais do mercado cinematográfico, mais especificamente de Hollywood aprovam produções como Venom?

Será que no produto final, em sua exibição interna, os executivos tem esperança de sucesso???? Realmente não dá pra entender e pior, temos que assistir e constatar essa grande piada de mau gosto.

Venom, a nova tentativa da Sony de emplacar um sucesso ou uma franquia, baseado em um universo já consolidado do Homem-Aranha. O problema é que a Sony já se acostumou em destruir franquias e mesmo já sendo arrebatada pela Disney, faltou o grand finale, e ele veio com Venom, um filme que ninguém (absolutamente ninguém) pedia ou pensava.

Está certo que o Cabeça-de-teia tem muitos inimigos interessantes. E Venom é um deles, mas daí lançar um longa sobre ele não tenho duvidas que é desnecessário.

Protagonizado por Tom Hardy que também assina a produção, o longa é mais um filme de origem – coisa que já estamos um pouco cansados – e conta a história de Eddie Brock (Hardy) um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade.

Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Um tempo depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela Dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbioses alienígenas em testes com humanos como cobaias.

Após uma sobriedade para tentar explicar a história, vamos voltar ao que interessa. Fica óbvio a despreocupação dos produtores em fazer um filme de qualidade. Aqui a preocupação com o conteúdo passa longe. Nitidamente, o filme é usado para explorar o personagem na venda de brinquedos e coisas que o valha. A começar pelo seu prólogo deplorável e digno dos filmes ‘’galhofas dos anos 80”.

Iincrível que daí você já tem a noção do que o filme te reserva. Com um roteiro falho e com situações que beiram ao extremo ridículo, o filme se desenrola em seu primeiro ato razoavelmente bem em nos apresentar as questões centrais da história.

Mas como falei, o roteiro e tão ridículo e que carrega explicações sobre a simbiose tão absurda que nada que está na tela é relevante. Nosso protagonista parece ser o único que tenta levar o filme a sério, mas sua composição de personagem um pouco introspectivo, e o que o ajudaria na construção, atrapalha por diálogos bobos e infantis.

Michele Willians tem com certeza a sua pior aparição no cinema. É de dar vergonha alheia sua personagem e suas decisões.

As cenas de ação em que Venom está incorporado chegam a ser divertidas mas expõem a fragilidade em sequências de ação batidas, escuras e com uma mis an scene confusa, o que dificulta você a se situar no tempo e espaço.

Cavando a sua própria sepultura em um terceiro ato totalmente bizarro e deplorável – só pra vocês terem uma noção do que estou falando, nosso querido ser alienígena Venom, transita pelas pessoas e por um Poodle ( isso mesmo!!!!! ), Venom consegue ser do nível ou pior que o último Quarteto Fantástico (2015). Absolutamente lamentável!

Marcelo Perelo

btn_donateCC_LG

Anúncios