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Overlord, de Julius Avery

Com Jovan Adepo, Wyatt Russell, Pilou Asbaek, Mathilde Ollivier e Bokeem Woodbine.

Quem já me conhece sabe o quanto eu amo e exalto o cinema como arte, já que por ela, temos a chance de embarcar em mundos fantásticos e consequentemente ter experiências fantásticas por mais ou menos 2 horas. Então se preparem para nova investida do produtor J.J Abrams com doses cavalares de diversão.

A trama de Projeto Overlord se passa durante a Segunda Guerra Mundial, poucos dias para o desembarque na Normandia, no famoso Dia D. Um grupo de paraquedistas norte-americanos invade a França para realizar uma complicada missão: destruir um transmissor de rádio sobre uma igreja fortemente armada. Lá descobrem um experimento que pode mudar o rumo da humanidade.

Vendo o trailer o espectador já imagina o que esta por vir; uma emulação das DLC do game Call of Dutty Zombies, já que a trama coloca o jogador em confronto com nazistas geneticamente alterados. Porém o filme consegue ser mais que isso.

No primeiro ato conseguimos ver o drama da guerra nos olhos dessa equipe. O medo profundo em não sair vivo, amparados por cenas de tirar o fôlego e muito bem montadas. O filme consegue dar essa importância para cada um dos personagens e faz com que o público se preocupe com cada um deles.

Amparados por um roteiro muito bem escrito, e nos colocando em sequências de suspense de tirar o fôlego, o diretor de uma forma muito esperta, vai ganhando a nossa confiança e já deixando o terreno pavimentado para a virada a partir do segundo ato.

Outro ponto bem interessante é como o filme consegue flutuar em diferentes gêneros – drama, suspense, terror, e gore. E tudo isso em uma montagem muito correta e uma trilha sonora que mantém a nossa tensão sempre nos preocupando com o que pode acontecer adiante.

Entrando de cabeça no gore e na violência, Operação Overlord tinha tudo para desandar justamente quando propõe os nazistas zumbis. Na verdade se trata de um experimento na tentativa de criar super soldados para o regime de Hitler, e com isso, se tornar praticamente invencível. Mas não se preocupem, o filme consegue carregar toda tensão formada e lapidada no início, trazendo cenas de ação muito boas e realmente sangrentas.

Amparados por boas atuações, um roteiro muito bem escrito e dirigido, Operação Overlord consegue ser uma salada de gêneros muito bem aproveitados com grandes influências da cultura pop. Diversão garantida!

Marcelo Perelo

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