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Escape Room, 2019
De Adam Robitel. Com Taylor Russell, Logan Miller, Deborah Ann Woll, Tyler Labine, Jay Ellis e Nik Donani.

Quem já me acompanha no Ratos de Cinema, sabe que gênero terror é um dos meus favoritos e com certeza um dos mais ‘’camaleões’’ possíveis, data a amplitude das possibilidade que se pode fazer e criar.

Agora imagina uma simbiose de Jogos Mortais com Cubo. Calma, não precisa torcer o nariz porque a chance da dar errado era total, mas não é que Escape Room cumpre bem o seu papel de entretenimento?

Pegando carona nas salas reais e tematizadas de Escape mundo à fora (onde recomendo muito, são bem divertidas, aguçam o raciocínio rápido em puzzles muito bem elaborados), o filme em questão aborda seis indivíduos aparentemente aleatórios, que recebem o convite para conhecer e ter a experiência mais imersiva e real no Minos Escape Room, salas temáticas enigmáticas cheias de armadilhas e caso consigam escapar com vida, uma boa grana os espera.

De cara a temática de Jogos Mortais vem à cabeça com muita propriedade e um pouco de Cubo, um filme Cult bem interessante que vale muito nosso leitor conferir. Porém, aqui, a pegada se mostra um pouco diferente da franquia Jigsaw, principalmente no que diz respeito aos personagens. Claro que o filme não tem como ter e dar um grande aprofundamento para cada um dos seis participantes, mas pelo menos você se importa com cada um.

E é claro que mesmo com os estereótipos variados e clássicos desse tipo de filme, as salas temáticas incrivelmente bem desenvolvidas, fruto de uma direção de arte ótima, onde cada sala é completamente diferente e seus perigos reais e muito criativos, ajudam os personagens a se desenvolverem mesmo não dando tempo para tal.

O diretor Adam Robitel comanda um filme ágil, onde a câmera passeia sobre as salas muitas vezes invertendo o eixo, fazendo com que saibamos o real perigo a enfrentar, e obviamente não dá tempo para explicar muito, o que é bom para esse tipo de filme. Todas as respostas e sobrevidas estão sempre na próxima sala, e propositalmente o filme faz com que torçamos por todos.

O curioso e bem interessante é a preocupação da fotografia em ter um tom para cada sala, ora mais quente, ora mais frio e dessaturado, fazendo com que nossa imersão também seja sentida.

Dividido em seus três atos clássicos, Escape Room é uma grata surpresa bem interessante, uma pena que o filme se perca muito em seu desfecho, explicando demais, um erro crasso nesse tipo de gênero e que quase põe tudo a perder.

Marcelo Perelo

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