Godzilla 2 – Rei dos Monstros

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2019. Godzilla 2: King of Monsters. De Michael Dougherty. Com Millie Bobby Brown, Vera Farmiga, Kyle Chandler, Charles Dance, Zhang Ziyi, Sally Hawkins, Ken Watanabe, Thomas Middleditch e Bradley Whitford.

Antes de começar essa resenha tenho que confessar uma coisa, uma das características que mais amo no cinema e a capacidade de nos surpreender e brincar com nossas emoções, e já algum tempo essas emoções vem sendo testadas desde que os maiores ícones da cultura pop chegaram de forma avassaladora para os cinemas, e isso é claro, inclui nosso querido Godzilla.

E antes que comecem a perguntar, se fizeram mais um filme do monstro gigante com cara de cachorro, já vou situando os desavisados. Em 2014 a Legendary em parceria com a Warner Bros. criou o que chamamos de MonsterVerse, um universo compartilhado de monstros. E para liderar esse projeto, trouxeram Godzilla, um dos ícones da cultura mundial em uma versão totalmente diferente e bem mais fiel as suas origens do que aquela medonha versão de 1998.

Dando sequencia direta ao filme de 2014 e Kong: A Ilha da Caveira (2017), Godzilla 2: Rei dos Monstros segue 5 anos após os eventos que devastaram a cidade de São Francisco e mostra os integrantes da agencia Monarch tendo que lidar com a aparição de vários monstros icônicos.

Uma coisa eu já posso adiantar, quem viu o trailer já sabe o que vai encontrar, ele é fiel e verdadeiro com o espectador, e já adianto se preparem para um dos melhores se não o melhor filme do gênero. Como é sensacional ver monstros icônicos como Rodan, Mothra, e o temido e suntuoso King Ghidora, além do nosso querido Godzilla. O diretor Michael Dougherty consegue ser fiel a concepção de cada personagem só que em uma escala maior e mais bela. Isso amparado com uma fotografia belíssima, que mesmo a maioria das batalhas acontecendo à noite, podemos sem medo enumerar umas 10 cenas dignas de molduras.

Mais um ponto acertado é toda misancene das cenas de batalhas e olha que são muitas, você entende tudo que acontece, mesmo quando ele da um zoom na câmera e te coloca dentro da briga, você consegue ter noção da grandiosidade e magnitude dos Kaijus. O diretor ainda faz uma bela homenagem aos planos abertos em Side Scrolling, referenciando os longas da década de 60 e os inúmeros tokusatsus.

Vale ressaltar a diferença ate proposital da escala de um filme para o outro. No primeiro Godzilla vemos muito o conflito pelo olhar dos humanos, de baixo para cima, aqui a escala é grandiosa e estamos praticamente de espectador deslumbrando a batalha de deuses pela soberania da terra.

Mas é claro que nem tudo são flores. Óbvio que o fio condutor da historia tem que passar pelos humanos, e isso faz com que o roteiro monte um drama familiar liderado pela Vera Farmiga, Kyle Chandler e Mille Bobby Brown bem clichê e difícil de engolir no meio do caos instaurado. E mais, a longa duração do filme faz com que o ritmo fique prejudicado dada as sub tramas explicativas para diversas tomadas de decisão dos personagens.

No fim Godzilla 2: Rei dos Monstros tem em desfecho grandioso, épico, onde nossa icônica criatura senta no trono, coloca a coroa e principalmente, deixando viva a chama para o grande duelo em 2020 com Kong.

Long Live the King!!!!!!!

Marcelo Perelo

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