Annabelle 3: De Volta Para Casa

2019. Annabelle Comes Home. De Gary Dauberman. Com McKenna Grace, Madison Iseman, Katie Sarife, Kenzie Caplan, Vera Farmiga e Patrick Wilson.

E chegamos ao sétimo filme do universo de Invocação do Mal, disparado a maior franquia de terror dos últimos tempos alcançando mais de 1 bilhão de dólares em sua totalidade. Em Annabelle 3: De Volta para Casa, a famigerada boneca do mal apresentada com muita propriedade em Invocação do Mal (2013) que de lá pra cá vem colhendo os frutos, muito pelos filmes originais e pela condução sempre incrível de James Wan.

Porém, como em todo universo compartilhado, muitos filmes estão bem abaixo de seu original, que é o caso de A Freira, A Maldição da Chorona e Annabelle. Neste filme, alerto a vocês que não estamos diante de um Invocação do Mal, mas faz seu dever de casa muito bem.

A começar pela volta dos protagonistas Vera Farmiga e Patrick Wilson, como o casal Warren. Isso faz com que a trama fique mais centrada e com muita credibilidade. É verdade que eles são apenas o fio condutor da historia, que tem um grande acerto em ter sua casa como cenário do filme, onde a boneca Annabelle é trancada em uma espécie de museu mal assombrado, com todas as relíquias que contam toda historia assombrada do casal.

E é aí que entra nossa protagonista a incrível McKenna Grace como filha do casal, Judy Warren , que assume a ‘’passada de bastão’’ dessa franquia de forma bem orgânica e com muita maturidade, o que já antecipa um universo para mais filmes.

Como falei anteriormente, esse filme se passa todo na residência dos Warren o que faz que a direção de Gary Dauberman seja bem uniforme e  dê margem para emular bastante os travellings que James Wan trouxe para a franquia. Esse artifício vai para todos os lados e de forma bem lenta, o que permite o diretor em vários momentos à brincar com nossa imaginação; onde achamos que o susto virá e muitas vezes vem de outra forma, ou simplesmente não vem. Esse controle da câmera faz com que o clima de suspense volte para a franquia de forma bem interessante. Tudo aqui é mais lento e pensado.

Outro ponto acertado é podermos vasculhar e acompanhar todo porão, onde fica o tal museu assombrado da casa, onde todos os artefatos, objetos, manequins são usados para dar vida às assombrações causadas pela nossa boneca do mal, que aqui tem o protagonismo da vilã sim, mas que dá liberdade para todo mal ser libertado na casa.

Ah, e não se esqueçam do que falei lá em cima; não estamos vendo um Invocação do Mal e com isso algumas coisas derraparam como, por exemplo, a misancene muitas vezes não são fluidas. Em certo momento, quando os protagonistas correm para um quarto e se escondem em um canto da casa, eles ficam isolados como se estivessem sozinhos. Parece que nunca o senso de perigo e terror esta instalado, já que ninguém fica procurando ninguém por muito tempo.

Outro ponto é que algumas assombrações são bobas e não tem o impacto que a produção achava que teria. A trilha sonora é meio desconexa e não eleva o tom das cenas.

No fim das contas Annabelle 3 se sai bem melhor do que imaginava, é mais intimista, mais simples, funciona muito como entretenimento e com certeza a franquia ganhou um novo fôlego e não se preocupem, Annabelle estará entre nós em breve.

Marcelo Perelo

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