Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

2019. Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile. De Joe Berlinger. Com Zac Efron, Lily Collings, Haley Joel Osment, Jim Parsons, Angela Sarafyan, James Hetfield, Jeffrey Donovan, Dylan Baker, Kaya Scodelario e John Malkovich

Antes de começar a escrever essa resenha, gostaria de dar um aviso para nossos leitores: é extremamente importante antes de assistir esse filme, conhecer um pouco quem foi Ted Bundy. Claro que um filme para se sustentar não tem que usar “bengala” de outras referencias, mas neste caso creio ser necessário, e no final espero ter razão.

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal conta a historia de um dos piores serial killers que o mundo testemunhou, e que assombrou os EUA entre os anos de 1974 a 1978, com envolvimento em mais de 30 mortes brutais, apresentando requintes de pura maldade. Porém um dos grandes problemas (que foi objeto de estudo) é que além da culpa irrefutável, Ted Bundy conseguiu uma legião de admiradores e o mais impactante, dividiu opiniões a cerca de sua culpa.

Isso por deter uma personalidade fortíssima, ser um rapaz bonito, extremamente inteligente, articulado com as palavras e absurdamente persuasivo. E é nesse ponto de partida que o filme começa escalando Zac Efron, um ator com as características de beleza de acordo com nosso personagem em questão e que aqui consegue passar toda ardilosidade do personagem, transformando praticamente tudo em um grande picadeiro.

A direção fica a cargo de Joe Berlinger, o mesmo do documentário obrigatório Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy, da Netflix. Por conhecer muito bem a historia e ser um longa, o diretor consegue atingir uma gama maior do publico, assim como, romantizar um pouco a historia, não focando especificamente em Ted e em sua atrocidades, mas em sua namorada Liz Kendall (Lily Collins) e sua filha, passado pelo teatral julgamento ate sua condenação a cadeira elétrica.

Essa escolha de narrativa um tanto quanto arriscada, da mais liberdade de aprofundar e tentar entender como um ser asqueroso como Ted conseguiu viver com uma pessoa por tanto tempo, escondendo todas as atrocidades e o mais improvável, deixar ela viva para contar.

Aqui temos uma carga dramática bem menos agressiva do que no documentário, e achei bem acertada a composição e criação da personagem Liz, onde toda carga de mãe solteira na década de 70 se torna muito evidente deixando claro algumas de suas decisões a cerca da sociedade.

Porém o dono do filme não tem como ser outro; Zac Efron se mostra bem maduro, em traçar um perfil bem complexo de um pessoa extremamente complicado de se analisar psicologicamente, onde ele coloca nuances no olhar que chega a dar calafrios. Um pequeno manusear de uma faca cortando tomate nos deixa a espera do que pode acontecer.

O filme é uma obra menos impactante, porem muito comercial de um momento muito singular da historia americana. Falei que era importante darem uma consultada em quem foi Ted Bundy, porque se caso você entender ou se questionar se esse ele foi realmente culpado, parabéns. Você foi mais um a ser fisgado por uma das mentes mais doentias que o mundo já teve.

Marcelo Perelo

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