A Possessão de Mary

(Mary, 2019), de Michael Goi, com Gary Oldman, Emily Mortimer, Stefanie Scott, Jennifer Esposito, Owen Teague, Manuel García-Rulfo e Claire Byrne.

Juro pra vocês! Fiquei uns 15 minutos olhando pra tela do computador, pensando e refletindo em como começar a escrever essa crítica.

Quem me acompanha no Ratos de Cinema sabe a minha paixão por filmes de terror e pela sempre busca de bons sustos, mas meu querido chefe, tudo tem limite! Falar sobre esse “filme” não vai ser fácil, porque já adianto que é forte candidato a piores do ano, e olha que ainda estamos em Janeiro.

A Possessão de Mary não se leva a serio em nenhum momento! Mas o mais estarrecedor é a presença de Gary Oldman, que em 2018 estava levantando seu merecidíssimo Oscar de Melhor Ator em O Destino de uma Nação. Mas aqui, ou ele estava de pura sacanagem ou passando por problemas financeiros, e viu nessa “oportunidade”, uma forma de pagar seu boleto atrasado.

A historia além de muito mal contada e montada (misturando constantes flashbacks com o presente), parte do principio da compra de um barco para Oldman e sua família passar um tempo, para curar feridas do passado e resgatar o casamento (sacaram???) – Mas levando a família toda??? Inclusive o namorado de uma delas e mais um amigo??? Não faz nenhum sentido.

De uma forma risível e sem nenhum compromisso com quem pagou ingresso (ainda bem que não paguei), sabemos também que o barco esta amaldiçoado pelo espírito de uma mulher morta acusada de bruxaria. Pra piorar a familia se dirige ate o local onde a mesma foi afogada (e detalhe, o barco já fez varias viagens deste tipo). Absolutamente lamentável.

A direção fica a cargo de Goi (já basta o ultimo nome, por que está pra nascer filme mais preguiçoso que esse). Já nos primeiros minutos somos apresentados a inúmeros jump scares ridículos como maçaneta rangendo, portas batendo, luz acendendo tudo isso amparado por efeitos dignos de Movie Maker ou fantasia de Halloween barata.

Vemos uma foto da família partindo pra viagem ao lado do barco que é risível, mas enfim…

As atuações, tirando a de Oldman, que apesar dos pesares sempre segura o papel, estão bizarras. As duas crianças lembram nosso querido cinema nacional. Só um detalhe, Nicolas Cage estava escalado para o papel e recusou. Falar mais o que?

Pra finalizar, no fim do filme o diretor incrivelmente trava uma luta entre Oldman e sua esposa contra a fantasminha saída das pegadinhas do Silvio Santos. E ainda encerramos com promessa de continuação.

Sem mais por hoje.

Marcelo Perelo

Deixe sua opinião sobre o filme neste post ou nos mande um e-mail dizendo se concorda ou discorda da gente, deixando sua sugestão ou crítica: contato@ratosdecinema.com.

Assine nosso canal e tenha benefícios exclusivos!

catarse LOGO
Patreon_LOGO

Além disso, não deixe de curtir nossa página no Facebook, Youtube, Twitter e Instagram e participar!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s