Dia Internacional da Mulher: 8 Filmes/séries para assistir dia 8:

O Ratos de Cinema preparou uma homenagem para a mulher, o feminino e a igualdade. Oito produções que exaltam o poder da mulher e que provam que ao longo dos anos elas tiveram papel fundamental em nos divertir, entreter, assustar e emocionar. Confira nossa seleção especial para este dia marcante:

Gilda (1946) 

Nesse dia internacional da mulher, não poderia deixar de citar uma das atrizes mais influentes e importantes da história do cinema; Rita Hayworth em seu filme mais marcante Gilda, de Charles Vidor. O que mais chama atenção nesse drama romântico com tons de filme noir é a relação de amor e ódio entre um homem e uma mulher (Hayworth), que extrapolou os costumes americanos da época. Com uma atuação estonteante e uma beleza rara, Rita Hayworth tem uma presença gigante, alinhando beleza e charme, que forma uma imagem de Femme Fatale que ofusca todo o restante da projeção. Tudo isso somado à bela fotografia em P&B, fazem de Gilda um filme poderoso.

Disponível: iTunes e Microsoft Store

Nasce Uma Estrela (1954)

Judy Garland foi atriz, cantora, dançarina, e um dos mais importantes símbolos da era de ouro de Hollywood. Primeira mulher a receber o prêmio Cecil B.DeMille, faturou ainda o Oscar juvenil por O Mágico de Oz. Um dos filmes menos mencionados de sua carreira, mas que merece todo destaque nesse dia é a segunda versão de Nasce Uma Estrela, de George Cukor. A trama você conhece; uma talentosa cantora se apaixona por uma ator alcoólatra que está em declínio. E aqui o palco foi montado para o talento de Garland! Seus números musicais são incríveis e sua atuação – com muita metalinguagem de sua própria vida – completa uma das maiores atuações de sua carreira.

Disponível: iTunes.

Carrie – A Estranha (1976)

Baseado no primeiro livro de Stephen King, o filme é a prova de que uma história simples ganha força nas mãos de um diretor como Brian DePalma. Com uma direção afiada, montagem criativa, e um terceiro ato absolutamente marcante, o filme conta a história da jovem Carrie (Sissy Spacek), criada a mão de ferro por sua mãe Margaret (Piper Laurie), uma fanática religiosa que a priva de uma vida normal com outros adolescentes – fato que faz dela vítima de bullying pesado na escola. Junto com sua primeira menstruação, Carrie descobre ter estranhos poderes que surgem quando ela se sente ameaçada, situação que vai culminar em um clímax explosivo com a chegada do baile de formatura. 

Disnponível: iTunes, MGM, Telecine Play.

A Cor Púrpura (1986)

É impossível pensar na força das mulheres no cinema sem pensar em A Cor Púrpura, de Steven Spielberg, baseado no romance de Alice Walker. Ousa contar a história de Miss Celie, uma menina que, após sofrer abusos do pai, é jogada nas mãos de um homem ainda mais cruel e é assim separa de tudo que mais ama, principalmente das irmãs. Uma história que, apesar de todo o sofrimento e crueldade que a cerca, não é sobre ele, mas sobre resiliência, sobre afeto, força e sobre vitória e amor. Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Margareth Avery dão vida às 3 mulheres que são as centrais dessa história. Forças da natureza, cada uma com suas questões e universos, mas iguais em grandeza, com personalidades e objetivos distintos, mas igualmente interessantes, profundas e grandiosa. Surpreendentemente, a produção, apesar de indicado a 11 categorias no Oscar de 1986, não levou nenhum prêmio. Um filme que certamente nos arrebata, não importa quantas vezes já o tenhamos visto.

Disponível: Globoplay, Google Play, NOW.

Aliens – O Resgate (1986)

Ano passado falei sobre a surpresa de assistir Alien – O 8o Passageiro e descobrir junto com a personagem Ellen Ripley a força interna que nem ela sabia ter. James Cameron foi além da surpresa; despertou o lado materno de Ripley e ainda transformou Aliens em uma das melhores continuações e filme ficção científica/ação de todos os tempos! Mais do que a luta de uma mulher contra a natureza, é um poderoso filme sobre descobrir sua voz, conquistar o respeito e superar as perdas do passado. E essa luta própria se encaixa tanto no arco dramático da protagonista, quanto pelo arco da Rainha Alien. É isso mesmo! Até a vilã monstrenga tem suas motivações maternais. E essa similaridade transforma a última meia hora desse filme numa brilhante alegoria feminina. You bitch!

Disponível: iTunes, Claro Video, Google Play.

Frances Ha (2012)

Uma ode a mulher real. Noah Baumbach traz um filme que faz um caminho aparentemente corriqueiro, mas que é longe do convencional. Francis Há, vivida por Greta Gerwig, é muito mais que uma mulher vivendo sua vidinha mundana. Com uma rebeldia latente, mas que também é infantil, mimada, cheia de questões e inconstâncias, dúvidas e defeitos. É um reflexo de mulheres que queriam ser livres, ser donas de si, mas no fim seguem presas às questões de sempre. Um filme leve, mas com questões profundas e extremamente relacionáveis enquanto mulher, tentado seguir os fluxos dessa pós-modernidade de relacionamentos líquidos, não ser só o mais do mesmo, se descobrir e ser real num mundo de superficialidades. Um filme que nos faz sorrir, que nos constrange, e que nos faz olhar para dentro de nossas contradições, mas que também querer mais da vida e de nós mesmas.

Disponível: Costuma entrar e sair da Netflix (no momento está fora do catalogo atual)

Bela Vingança (2020)

Partindo de uma premissa interessantíssima e trazendo como tema central a cultura do estupro, o filme tem uma excelente protagonista e traz Carrey Mulligan em uma grande atuação. O filme funciona como uma desconstrução dos típicos filmes de vingança, mas oscila entre grandes momentos e algumas bobagens e tem em seu clímax uma cena extremamente tensa, com um desfecho surpreendentemente corajoso, que não só funciona, como fortalece toda a denúncia do filme.Mas Hollywood não tem jeito e o filme se alonga por terríveis 10 minutos, que prejudicam tudo o que foi narrado até ali.

Disponível: estreia oficial 18 de março, 2021 nos cinemas. (sujeito a alteração)

Wandavision (2021)

E falando sobre superar uma perda… chegamos à um dos melhores e mais corajosos produtos que a Marvel Studios produziu nos últimos anos. Me perdoem os geeks e haters, mas é verdade. E a razão disso não são os socos e poderes mágicos, mas o que está série faz para transformar Wanda Maximoff (interpretada pela sempre competente Elizabeth Olsen) em um personagem tridimensional, com problemas e escolhas equivocadas como qualquer um de nós. É compreensível que os primeiros episódios distraiam um pouco demais do tema, mas para os mais pacientes vale a jornada completa. Uma vez que todas as peças então no lugar, a trama flui de forma orgânica e aprofunda na dor de Wanda como nenhum filme ousou fazer. No fim, tem um pouco pra todo mundo; ação com super-heróis, diversão e reflexão. Uma série bastante humana sobre aprender a viver e conviver sozinha. Afinal somos todos heróis e vilões de nossas próprias vidas. 

Disponível: Disney+

O Ratos de Cinema deseja a todas as mulheres um merecido feliz Dia Internacional.

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Contribuíram para essa matéria: Felipe Fernandes, Patricia Costa, Marcelo Perelo e Marcelo Cypreste.

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