Sonhos e Pesadelos na Londres de Edgar Wright

Last night in Soho (2021). De Edgar Wright. Com Thomasin Mckenzie, Anya Taylor-Joy, Matt Smith, Michael Ajao e Diana Rigg.

Disponível: Cinemas

Edgar Wright é sem dúvidas um dos diretores mais criativos e inventivos de sua geração. Sempre flertando com diferentes gêneros, Wright consegue adaptar seu estilo ao gênero proposto, criando misturas interessantes, criativas, sempre com montagens, trilhas sonoras e um trabalho de direção diferenciados. Noite passada em Soho, seu alardeado filme de terror é uma grande homenagem a Londres e a década de 60, um período visto com magia, mas que também apresenta uma camada obscura e violenta explorada pelo longa.

Com um primeiro ato que explora a personalidade de Eloise (Thomasin McKenzie), sua história familiar (tendo a música como um elemento muito forte nessa relação com o passado, característica explorada em todo o filme), seu ´´dom“ e o contraste com seu estilo frente as características efervescentes da cidade grande.

O filme constrói uma personagem interessante, a menina da cidade pequena que migra para outro mundo, cheio de cores, sonhos, oportunidades, mas também incertezas, medos e segredos. Esse choque na cidade grande e sua relação com a cidade e com o universo da moda são elementos importantes, mesmo que o núcleo de sua parceira de quarto não acrescente nada ao longa e seja bem irritante.

Inside Last Night in Soho's Pivotal Time-Hopping Dance Scene | Vanity Fair

Fazendo um uso muito interessante de cores intensas e tendo a música sempre como guia, o segundo ato leva a protagonista a década de 60 e essa primeira incursão no período é sem dúvidas o ponto alto do longa. A entrada de Sandie (Anya Taylor-Joy) e a absurda cena de dança são deslumbrantes, prova da complexa qualidade técnica sempre presente nos filmes do diretor.

Após o momento de deslumbramento, a verdadeira face de Londres ganha a superfície e o filme abraça o terror. É exatamente neste ponto que tudo desanda. Trabalhando a ideia do terror que é ser mulher em uma sociedade machista, o filme trabalha esse conceito importante, mas banaliza as ameaças, se a originalidade é maior marca no cinema de Wright, o filme se transforma em uma grande decepção, com cenas bem ordinárias, com cenas que remetem a filmes de terror adolescente de qualidade duvidosa e um visual genérico. 

Papéis de Parede ID:1188870

Com um terceiro ato com um plot-twist capenga, Noite passada no Soho é o filme mais fraco do diretor.  Todos os elementos do cinema de Wright estão presentes e mesmo que tecnicamente o longa seja impecável, tenha um bom elenco e algumas cenas realmente marcantes (como a já citada cena da dança e uma cena envolvendo uma faca), é a história que não emplaca, tornando a experiência cansativa, algo que não condiz com o cinema criativo e energético de Edgar Wright.

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