Sing 2 – As definições de Karaoke em família no cinema foram atualizadas, mas talvez com menos sucesso.

Concorrentes soltando a voz com hits conhecidos e queridos, certamente é uma fórmula de sucesso que faz dos programas de auditório e competições de talentos eternos queridinhos do público. A ideia de criar um universo em que toda a sorte de animais convive em cidades, ocupando todos os espaços, misturando as características próprias de cada animal com a personificação se mostrou atrativo em algumas produções do gênero. Sing acertou muito ao colocar no palco animais fofinhos, cheios de questões relacionáveis cantando músicas conhecidas em números musicais super legais e divertidos e conquistou o público. Sing 2 expande esse universo e leva a trupe de Buster Moon o carismático coala meio trambiqueiro, para o que seria uma espécie de Las Vegas, na tentativa de montar um grandioso espetáculo na cidade do entretenimento e mais uma vez provar ser merecedor de estar entre os gigantes do entretenimento.

A fórmula do primeiro se repete quase que completamente. O filme insere novos personagens, atualiza os dramas pessoas dos personagens principais já queridos do público enquanto também explora e até faz uma crítica aos bastidores do show business. O filme alterna a montagem do espetáculo com Rosita, Johny e Meena tentando mais uma vez superar suas questões, dessa vez menos pessoais e mais artísticas, já que cada um precisa se aperfeiçoar em um aspecto diferente para dar conta dos novos papeis e desafios do espetáculo, enquanto Ash tenta convencer um famoso cantor recluso há mais de 15 anos a retornar aos palcos para garantir a vida do show.

O elenco de vozes original é grandioso e conta com Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Scarlett Johansson, Taron Egerton, Bobby Cannavale, Halsey, Pharrell Williams, Letitia Wright, e o músico Bono Vox do U2, em sua estreia no cinema de animação. A versão dublada, que constuma ser a favortida do público brasileiro para as animações, traz de volta Sandy como Meena, a tímida elefanta cantora; Wanessa Camargo como a porco-espinho poderosa roqueira Ash; e Fiuk como o simpático e talentoso gorila Johnny. E se juntam também ao elenco de dubladores Any Gabrielly, do Now United, como a dançarina Nooshy; Lexa, como a mimada Porsha; Fábio Jr. como Big Dadd, o pai de Johny; e Paulo Ricardo, como o famoso leão atormentado Clay Calloway.

Sing 2 vai arrancar sorrisos e te fazer cantarolar junto com uma seleção de músicas conhecidas do público. A trilha mistura referências do universo pop atual, com Billie Eilish, Halsey etc., com clássicos de U2, Coldplay, Aretha Franklin. Porém, apesar da diversidade não emplaca tanto quanto a do primeiro filme e deixa a sensação de que alguma coisa coisa está faltando.

A franquia Sing é repleta de pequenos problemas como a ausência de banda enquanto os números musicais acontecem e os personagens cantam como se os instrumentos magicamente tocassem do além. Não seria um problema pra um filme em que uma princesa que canta do nada, mas para um filme que explora a música em si, o universo dos musicais, fica muito feio que as bandas ou instrumentos sejam totalmente excluídos da dinâmica. Há Alguns outros elementos que ficaram de fora e certamente também fizeram falta. As audições, que têm alguns dos momentos mais divertidos do primeiro filme, praticamente ficaram de fora desse. É compreensível que se escolhesse não repetir alguns momentos, mas pra mim fica aquela sensação de que não se deve mexer em time que está ganhando e que mesmo com a chance de parecer repetitivo o momento deveria ter sido mais bem explorado na sequência. Outra ausência muito sentida que não foi explicada é a de Eddie Noodleman, a ovelha divertida, melhor amigo de Buster Moon.

Mas apesar dos detalhes certamente é um filme divertido e agradável no melhor estilo diversão em família. Os personagens seguem sendo legais e carismáticos, os números musicais continuam funcionando e embalando e a história do pequeno musical e suas talentosas estrelas que querem vencer na capital mundial do entretenimento é mais um acerto que certamente vai agradar o público de todas as idades. Sing segue vivo, precisando de alguns ajustes, mas possivelmente a franquia ainda vai render por alguns anos.

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