The Boys – 3ª Temporada

The Boys – 3ª Temporada (2022). De Eric Kripke. Com Karl Urban, Jack Quaid, Antony Starr, Erin Moriarty, Karen Fukuhara, Tomer Capone, Laz Alonso, Jensen Ackles, Claudia Doumit e Giancarlo Esposito.

Disponível: Prime Vídeo

The Boys é uma brutal sátira ao universo dos super-heróis. Criada pelo polêmico quadrinista Garth Ennis, a história apresenta um universo onde um grande conglomerado (Vought) é responsável pela criação e pela manutenção de todo esse universo dos super-heróis, enquanto um grupo clandestino busca revelar a verdade sobre o conglomerado, buscando deter os supers, que estão cada mais fora de controle. 

Em sua terceira temporada, a série segue se expandindo em seu tema central, a busca pelo poder e como todo e qualquer tipo de poder corrompe. A série bate em todos os lados, com claras críticas à sociedade e ao governo estadunidense e assusta como essas críticas também funcionam diretamente em outras sociedades, como a nossa, por exemplo. 

Uma das maiores qualidades da série, é que ela acontece sem enrolação. A cada novo episódio a história anda consideravelmente, acontecendo um claro desenvolvimento dos personagens e da trama principal e das periféricas. Alguns arcos que outras séries gastam uma temporada inteira para resolver, aqui se resolvem em um ou no máximo dois episódios. 

Essa temática do poder, ganha novos contornos, principalmente com o núcleo principal, já que cada vez mais em desvantagem, principalmente nas figuras de Billy Butcher (Karl Urban) e Hughie (Jack Quaid), que cruzam uma linha perigosa, onde os fins passam a justificar os meios. A série sempre mostrou o grupo flertando com esse limite, mas nessa temporada, a situação realmente foge do controle.

Formados por excluídos que tiveram suas vidas afetadas diretamente pela inconsequência e impunidade dos supers, o grupo se mostra cada vez mais frágil, com cada um deles precisando lidar com seus dilemas e passando um sobre o outro, buscando em muitas vezes o mesmo objetivo, mas por caminhos completamente opostos. 

Assim como na temporada anterior, a série traz não um, mas dois antagonistas muito fortes, que funcionam como um terceiro lado dentro desse conflito. Victoria Neuman (Claudia Doumit) é a super que age nos bastidores do poder, conseguindo cada vez mais força e prestígio. Já Soldier Boy (Jensen Ackles), é uma mistura distorcida do Capitão América e do Soldado Invernal, que traz um elemento novo para a série, um personagem com potencial físico para parar Homelander (Antony Starr).

Resgatando um grupo de super-heróis do passado, a série flerta com alguns elementos de Watchmen e traz na dubiedade de Soldier Boy um elemento interessante, já que a principal arma contra Homelander é instável, não confiável e muito perigosa. Características que também podem ser atreladas ao líder dos The Boys, Billy Butcher. Cada vez mais insano e descontrolado em sua distorcida jornada de justiça. 

O ápice dessa temporada é certamente o aguardado episódio Herogasm. A prometida orgia dos super-heróis realmente acontece, mesmo que de uma forma diferente. Um excelente caso de expectativa x realidade, em que os realizadores não entregaram exatamente o esperado, mas foram além dele, criando um episódio insano, que culmina no aguardado encontro entre os principais personagens da temporada.   

Em uma temporada repleta de grandes acontecimentos e grandes momentos, o episódio final foi um pouco menos corajoso que o restante da temporada, ainda que passe muito longe de ser uma decepção. O desfecho acabou não encerrando todos os arcos da temporada de forma satisfatória, mas deixou bons ganchos para a temporada quatro, além de tornar cada vez mais tensa as relações entre praticamente todos os personagens. 

Em uma temporada que manteve o nível das anteriores e permitiu com um ritmo acelerado um belo desenvolvimento da trama central e de seus personagens, The Boys mais uma vez se provou uma das melhores séries da atualidade. Com suas críticas contundentes, a sátira ao universo dos super-heróis se tornou uma sátira a sociedade atual, provando que o absurdo não é tão longe assim, seja ele com ou sem poderes.     

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